Juventudes, território e sustentabilidade em Mato Grosso do Sul

Juventudes e Territórios em Mato Grosso do Sul
Geografia • 4º bimestre • MS.EM13CHS205

🧭 Juventudes e Territórios em Mato Grosso do Sul

Campo, cidade, fronteira, povos originários, Pantanal, culturas juvenis, consumo, participação social e sustentabilidade.

📚 Material-base de todo o 4º bimestre
Esta postagem acompanha as 18 aulas do bimestre. Ao longo das semanas, retomaremos diferentes partes deste conteúdo para desenvolver mapas, análise de imagens, atividades em dupla e em grupo, situações-problema, revisão para a avaliação bimestral e o desafio final “A praça é de quem?”.
🎯 Habilidade em foco — MS.EM13CHS205
Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, com destaque para as culturas juvenis e para a realidade de Mato Grosso do Sul.
💡 Ideia central
Não existe uma única juventude sul-mato-grossense. Ser jovem em Campo Grande, em uma cidade pequena, em uma fazenda, em um assentamento, em uma aldeia, em uma comunidade pantaneira ou em uma cidade de fronteira significa viver relações diferentes com escola, trabalho, cultura, lazer, mobilidade, natureza e território.
Parque urbano em Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Espaços urbanos de convivência também são territórios sociais. Campo Grande (MS). Fonte: Wikimedia Commons.

1. Juventude ou juventudes?

Nas Ciências Humanas, falar em juventudes, no plural, ajuda a reconhecer que os jovens não formam um grupo uniforme. Suas experiências dependem do território, da renda, das oportunidades, das identidades culturais, da relação com a família, da escola, do trabalho, da tecnologia e das redes de convivência.

Em Mato Grosso do Sul, essa diversidade aparece de forma muito clara. O estado reúne jovens de grandes centros urbanos, pequenas cidades, áreas rurais, assentamentos, aldeias indígenas, comunidades tradicionais, regiões de fronteira e do Pantanal.

🏙️ Juventudes urbanas
Escolas, bairros, praças, centros esportivos, comércio, transporte, redes sociais e equipamentos culturais.
🌾 Juventudes rurais
Fazendas, sítios, assentamentos, escolas do campo, cooperativas, eventos e deslocamentos longos.
🪶 Juventudes indígenas
Territórios tradicionais, aldeias, escolas indígenas, cultura, língua, mobilidade entre aldeia e cidade e participação política.
🌊 Juventudes pantaneiras
Comunidades, rios, fazendas, pecuária, turismo, pesca, escolas e relação direta com ciclos de cheia e seca.
🌎 Juventudes de fronteira
Circulação entre países, idiomas, músicas, comércio, parentesco e identidades transfronteiriças.
📱 Juventudes digitais
Jogos, redes sociais, grupos de mensagens, comunidades online, criação de conteúdo e novas formas de sociabilidade.

2. Culturas juvenis

Culturas juvenis são formas de expressão construídas ou ressignificadas por grupos de jovens: músicas, estilos de roupa, gírias, esportes, festas, danças, práticas religiosas, jogos, memes, redes sociais, manifestações artísticas e modos de ocupar espaços.

Essas culturas não existem separadas do território. Elas mudam de uma cidade para outra, entre campo e cidade e entre grupos sociais diferentes.

📌 Atenção
Cultura juvenil não significa apenas “moda jovem”. Ela envolve pertencimento, identidade, sociabilidade, linguagem e formas de produzir o espaço.

3. Espaço, território e territorialidade

Conceito Significado Exemplo
Espaço geográficoResultado das relações entre sociedade e natureza.Cidade, campo, bairro, rede de estradas, escola.
TerritórioEspaço apropriado, usado, controlado ou significado por indivíduos e grupos.Uma praça utilizada por diferentes grupos juvenis.
TerritorialidadeForma como um grupo cria vínculos, regras, identidades e práticas em determinado território.Skatistas ocupando uma praça em certos horários.

O território não precisa estar cercado. Um grupo pode reconhecer como “seu” um banco da praça, uma quadra, uma arquibancada, uma estrada rural usada para encontros, um espaço da escola ou até um grupo digital.

4. As muitas juventudes de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul possui uma configuração cultural muito particular. O estado é marcado por fronteiras internacionais, forte presença indígena, áreas urbanas e rurais, Pantanal, Cerrado, agronegócio, pequenas cidades e intensas migrações internas e internacionais.

Segundo o Censo 2022, Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do Brasil, com cerca de 116 mil pessoas. Dados estaduais recentes destacam que essa população é majoritariamente jovem, com grande presença na faixa de 15 a 29 anos.

Encontro de juventudes e povos originários
Povos originários e participação social são parte central da diversidade territorial sul-mato-grossense.
🪶 Juventudes indígenas
Jovens indígenas vivem realidades diversas: aldeias, terras indígenas, áreas urbanas e deslocamentos entre diferentes espaços. Cultura, língua, escola, acesso a direitos, esporte, lazer e território são temas centrais para compreender essas juventudes.

5. Juventudes do campo

Ser jovem no campo envolve experiências que muitas vezes não aparecem quando pensamos apenas na cidade. O deslocamento até a escola pode ser mais longo; atividades familiares podem estar ligadas à agricultura ou pecuária; o acesso a internet, esporte, cultura e transporte pode variar muito.

Ao mesmo tempo, o campo atual também possui tecnologia, mecanização, conectividade, agricultura de precisão, cooperativismo, ensino técnico e novas oportunidades profissionais.

Juventudes rurais em encontro
Juventudes rurais também constroem identidades, projetos de vida e territorialidades próprias.
🌾 Sucessão rural
Um dos grandes temas da juventude rural é a possibilidade de permanecer no campo com qualidade de vida, renda, acesso a educação, tecnologia, conectividade, cultura e serviços.

6. Juventudes de fronteira

Mato Grosso do Sul faz fronteira com Paraguai e Bolívia. Em cidades fronteiriças, os jovens convivem com circulação de pessoas, mercadorias, línguas e costumes.

Em lugares como Ponta Porã, Bela Vista, Mundo Novo, Corumbá e Porto Murtinho, a fronteira não é apenas uma linha no mapa: ela aparece na alimentação, na música, no comércio, no idioma, nas famílias e no cotidiano.

🌎 Fronteira como território vivido
Uma fronteira pode separar Estados nacionais e, ao mesmo tempo, conectar pessoas. Para muitos jovens, cruzar, ouvir dois idiomas ou conviver com costumes de países vizinhos faz parte da vida diária.

7. Territórios juvenis na cidade

Nas cidades, os territórios juvenis podem surgir em escolas, praças, quadras, pistas, centros esportivos, igrejas, shoppings, ruas, bibliotecas, eventos, lanchonetes e pontos de encontro.

Praça Ary Coelho em Campo Grande
Praça Ary Coelho, Campo Grande. Praças são espaços de circulação, convivência, lazer e disputa de usos. Fonte: Wikimedia Commons.
🔎 Pergunta geográfica
Os espaços de esporte, lazer e cultura estão distribuídos igualmente pelas cidades? Quem mora longe do centro possui as mesmas oportunidades?

8. Territórios digitais

Os jovens também criam territorialidades no mundo digital. Grupos de WhatsApp, comunidades de jogos, canais, redes sociais e fóruns possuem regras, pertencimento, lideranças, conflitos e fronteiras simbólicas.

Isso mostra que, no mundo contemporâneo, as relações territoriais também podem acontecer sem proximidade física.

📱 Pense nisso
Quem controla um grupo? Quem pode entrar? Quem é excluído? Quem tem maior visibilidade? Essas também são relações de poder.

9. Mapeando os territórios juvenis do lugar onde você vive

A atividade central deste bimestre não precisa ficar limitada a um município. Cada estudante pode analisar o território onde vive: bairro, comunidade, distrito, assentamento, aldeia ou área rural.

🗺️ Atividade — Meu mapa de territórios juvenis
  1. Desenhe ou utilize um mapa simples do lugar onde vive.
  2. Localize sua escola.
  3. Marque espaços de esporte.
  4. Marque espaços de cultura e lazer.
  5. Identifique pontos de encontro de jovens.
  6. Marque espaços ligados à religião ou à comunidade, quando forem importantes.
  7. Indique áreas com poucos equipamentos públicos.
  8. Crie uma legenda.
  9. Escreva uma conclusão: quais grupos de jovens possuem mais oportunidades de uso do espaço?

10. Direito à cidade — e direito ao território

Direito à cidade significa poder acessar, utilizar e participar da construção do espaço urbano. Mas a ideia pode ser ampliada: jovens do campo, comunidades indígenas e populações tradicionais também reivindicam acesso a serviços, educação, mobilidade, cultura, lazer, proteção ambiental e participação nas decisões que afetam seus territórios.

Por isso, pensar juventude exige perguntar: quem tem acesso? quem decide? quem pode permanecer? quem é ouvido?

11. Juventude, consumo e identidade

Celulares, roupas, tênis, alimentos, videogames, transporte e plataformas digitais fazem parte da vida dos jovens. O consumo também comunica identidade e pertencimento.

Mas todo produto possui uma geografia: utiliza matérias-primas, água, energia, trabalho, transporte e embalagem — e gera resíduos depois do uso.

Produto/hábito Questão para investigar
CelularDe onde vêm os minerais? Quanto dura? Para onde vai quando é descartado?
RoupasOnde foram produzidas? Qual matéria-prima foi utilizada?
AlimentosSão locais? Percorreram grandes distâncias? Qual embalagem utilizam?
TransporteA pé, bicicleta, ônibus, moto e carro produzem impactos diferentes?
♻️ Consumo responsável
Não significa deixar de consumir, mas avaliar necessidade, durabilidade, origem, possibilidade de reparo, reutilização, compartilhamento e descarte correto.

🧩 Situação-problema — o celular antigo

Um jovem troca de celular todos os anos, embora o aparelho antigo ainda funcione. Os aparelhos usados ficam guardados em casa porque a família não sabe onde descartá-los.

  1. Quais recursos naturais são utilizados na fabricação de eletrônicos?
  2. Por que o lixo eletrônico pode ser problemático?
  3. Que opções existem antes de comprar um aparelho novo?
  4. Que ação a escola ou o município poderia organizar?

12. Ação antrópica

Ação antrópica é qualquer ação humana que modifica o ambiente. Uma estrada, uma lavoura, uma barragem, uma praça, uma cidade ou uma área reflorestada são resultados de ações humanas.

⚠️ Impactos possíveis
Poluição, erosão, desmatamento, resíduos, incêndios, compactação do solo.
🌱 Ações positivas
Recuperação de nascentes, arborização, saneamento, coleta seletiva, reflorestamento.

13. Participação juvenil e políticas públicas

Jovens não são apenas destinatários de políticas: também podem participar da construção delas. Em Mato Grosso do Sul, ações recentes envolveram jovens dos 79 municípios em programas de participação, formação e cidadania.

Em 2026, o Estado lançou o programa Juventude Plena, reunindo iniciativas de protagonismo juvenil, qualificação profissional, fortalecimento estudantil e participação social.

Também foram realizados fóruns regionais e encontros voltados à juventude indígena, buscando incorporar demandas específicas relacionadas a cultura, esporte, lazer e território.

🌱 Formas de participação
  • grêmio estudantil;
  • coletivos juvenis;
  • projetos ambientais;
  • voluntariado;
  • conselhos e fóruns;
  • audiências públicas;
  • campanhas de conscientização;
  • ciência cidadã;
  • produção de mapas e levantamentos comunitários.

14. Pantanal sul-mato-grossense: território em transformação

O Pantanal é uma grande planície inundável da Bacia do Alto Paraguai. Seu território é marcado por ciclos de cheia, vazante e seca, além de relações entre pecuária, turismo, pesca, comunidades, conservação ambiental e propriedades privadas.

Paisagem do Pantanal
Paisagem pantaneira. Fonte: Wikimedia Commons.
Questão Possíveis causas Consequências
IncêndiosSeca, altas temperaturas, material combustível e ignições humanas.Perda de habitat, fumaça, mortalidade da fauna e danos econômicos.
Uso do soloAtividades econômicas e infraestrutura.Alterações ecológicas e territoriais.
TurismoNatureza, pesca, paisagem e observação de fauna.Geração de renda, mas necessidade de controle de impactos.

15. Fogo e políticas ambientais

O Pantanal viveu uma situação crítica de incêndios em 2024. Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou queda de 92,4% na área queimada do Pantanal em comparação com o ano anterior, segundo dados estaduais.

Essa redução esteve associada a condições ambientais diferentes e também à ampliação de ações de prevenção, manejo integrado do fogo e coordenação entre órgãos públicos.

🔥 Importante
Menos fogo em um ano não significa que o problema deixou de existir. O risco varia conforme chuva, seca, temperatura, vegetação, manejo e ação humana.

16. Juventudes e territórios sustentáveis

Os jovens podem atuar diretamente na melhoria dos territórios onde vivem. A escala pode ser pequena: uma escola, uma rua, uma praça, um córrego, uma nascente ou um ponto de descarte irregular.

🛠️ Projeto — Uma ação ambiental possível
  1. Escolha um problema real.
  2. Localize-o em um mapa ou croqui.
  3. Explique as causas.
  4. Identifique os grupos envolvidos.
  5. Proponha uma ação possível.
  6. Liste os recursos necessários.
  7. Explique como avaliar se a ação funcionou.

17. Desafio de caso — “O território é de quem?”

Para contemplar as diferentes realidades do estado, a turma pode escolher um dos três casos abaixo.

Caso A — A praça urbana

Jovens querem quadra, pista de skate e iluminação. Comerciantes querem feiras e eventos. Moradores querem tranquilidade e brinquedos. Ambientalistas querem mais árvores e áreas permeáveis.

Caso B — A estrada rural

Jovens de uma comunidade rural querem um espaço de convivência e esporte próximo à estrada. Produtores precisam circular com máquinas e caminhões. Moradores reclamam de poeira e velocidade.

Caso C — A área próxima ao rio

Jovens utilizam a margem para lazer. Pescadores utilizam o local para acesso ao rio. Há interesse turístico, mas também preocupação com lixo, erosão e preservação da vegetação.

Em todos os casos:

  1. Quais grupos possuem interesses legítimos?
  2. Quais interesses entram em conflito?
  3. É possível compartilhar o espaço?
  4. Que regras seriam necessárias?
  5. Que proposta atenderia mais grupos?
  6. Faça um croqui da solução.

18. Revisão para a avaliação bimestral

Você precisa saber:
  • diferenciar espaço, território e territorialidade;
  • explicar por que falamos em juventudes no plural;
  • identificar culturas juvenis;
  • reconhecer territórios juvenis urbanos, rurais e digitais;
  • relacionar juventude e direito ao território;
  • analisar consumo e impactos ambientais;
  • definir ação antrópica;
  • reconhecer formas de participação juvenil;
  • explicar por que o Pantanal é um território em transformação;
  • analisar conflitos entre diferentes usos do espaço.

🎓 Questão estilo ENEM / vestibular

Em determinada cidade, uma praça é utilizada por famílias durante a manhã, estudantes no horário de saída da escola, jogadores no fim da tarde e grupos de jovens à noite. Cada grupo desenvolve usos, vínculos e regras próprias.

Essa situação exemplifica principalmente:

a) latitude.
b) territorialidade.
c) intemperismo.
d) êxodo rural.
e) continentalidade.
Ver resposta comentada

Resposta: b) territorialidade. Um mesmo espaço pode ser usado e significado de maneiras diferentes por grupos distintos.

🎥 Videoaula — Território, juventudes e sociedade

Professor: insira aqui uma videoaula de sua preferência sobre território, territorialidade e culturas juvenis. Como esta postagem será usada durante todo o bimestre, vale escolher um vídeo curto e conceitual para revisão.

🧠 Dicas para memorizar

  • Juventudes = diferentes formas de viver a condição juvenil.
  • Cultura juvenil = práticas, estilos, linguagens e identidades.
  • Território = espaço apropriado, controlado ou significado.
  • Territorialidade = relação construída entre grupo e território.
  • Direito ao território = acesso, participação e possibilidade de permanência.
  • Ação antrópica = transformação do ambiente pela sociedade.
  • Sustentabilidade = conciliar sociedade, economia e ambiente.

📝 Exercícios

  1. Por que usamos o termo juventudes no plural?
  2. Defina cultura juvenil.
  3. Diferencie território e territorialidade.
  4. Cite exemplos de territórios juvenis urbanos.
  5. Cite exemplos de territórios juvenis rurais.
  6. Como a fronteira influencia culturas juvenis em Mato Grosso do Sul?
  7. Por que o território é importante para os povos indígenas?
  8. Um grupo digital pode constituir uma territorialidade? Explique.
  9. O que significa direito à cidade?
  10. Como essa ideia pode ser ampliada para jovens do campo e de territórios tradicionais?
  11. Explique como o consumo de celulares gera impactos ambientais.
  12. Defina ação antrópica.
  13. Cite duas formas de participação juvenil.
  14. Por que o Pantanal é um território em transformação?
  15. Qual foi a redução da área queimada no Pantanal de MS em 2025 em relação a 2024?
  16. Por que conflitos territoriais podem ocorrer em praças e outros espaços públicos?
  17. O que um mapa dos territórios juvenis pode revelar?
  18. Proponha uma ação sustentável para o lugar onde você vive.
✅ Gabarito
🎯 Desafio rápido

Como se chama a forma como um grupo usa, vive e atribui sentido a um território?

📖 Para aprofundar

📚 Fontes

  • IBGE — Censo Demográfico 2022 e Brasil Indígena.
  • Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul — políticas de juventude.
  • SEMADESC — dados sobre incêndios e políticas ambientais.
  • Currículo de Referência de Mato Grosso do Sul — MS.EM13CHS205.
  • Wikimedia Commons — imagens de espaços urbanos e Pantanal.
📌 Resumo final: As juventudes de Mato Grosso do Sul são diversas e constroem territorialidades em cidades, áreas rurais, aldeias, fronteiras, comunidades pantaneiras e ambientes digitais. Territórios são espaços de pertencimento, identidade, poder e disputa. Ao estudar consumo, ação antrópica, participação social e Pantanal, percebemos que os jovens não apenas vivem nos territórios: eles podem interpretá-los, questioná-los e transformá-los. Compreender juventudes e território é compreender a própria diversidade social e cultural de Mato Grosso do Sul.

Conteúdo didático revisado e ampliado para o 4º bimestre de 2026.

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